A faringoplastia é uma cirurgia da garganta que pode ser indicada para alguns casos de ronco e apneia do sono. Ela é uma das opções de tratamento, definida depois do exame do sono e da avaliação da via aérea.
O que é
Durante o sono, os músculos da garganta relaxam. Em algumas pessoas, o palato mole (a parte macia do céu da boca, onde fica a úvula, a “campainha”), as amígdalas e as paredes da garganta estreitam a passagem do ar. Isso pode causar ronco e apneia obstrutiva do sono, que são pausas na respiração enquanto a pessoa dorme.
A faringoplastia reposiciona esses tecidos e, em alguns casos, retira parte deles, para ampliar a passagem do ar. Existem diferentes técnicas, escolhidas conforme o caso.
Quando é indicada
A indicação é individual e depende de uma avaliação completa, que costuma incluir:
- a polissonografia, o exame do sono, que registra durante a noite a respiração, a oxigenação do sangue e o ronco;
- a nasofibroscopia, exame com uma câmera fina que mostra o nariz, a garganta e a laringe e ajuda a identificar onde a passagem do ar se estreita.
A cirurgia pode ser considerada quando os exames mostram que o estreitamento está na região do palato e das amígdalas, e quando o tratamento clínico não foi suficiente ou não foi bem tolerado.
Quando não é o caso
Nem todo ronco ou apneia tem origem nessa região da garganta, e a cirurgia não é a primeira opção para muitos pacientes. Antes, ou no lugar dela, podem ser indicados:
- o CPAP, aparelho que envia ar sob pressão por uma máscara durante o sono e mantém a via aérea aberta;
- o aparelho intraoral, uma placa feita sob medida e usada na boca durante a noite;
- a perda de peso, quando há excesso de peso;
- evitar dormir de barriga para cima e evitar álcool e sedativos perto da hora de dormir;
- o tratamento do nariz, como o controle da rinite ou a correção do desvio de septo.
Muitas vezes, o plano combina mais de uma dessas medidas.
Como é feita
A faringoplastia é feita pela boca, sob anestesia geral, sem cortes no rosto ou no pescoço. Costuma exigir internação hospitalar, e o tempo previsto é informado antes da cirurgia. Conforme o caso, pode ser associada a outros procedimentos, como a retirada das amígdalas ou uma cirurgia do nariz. Os detalhes são explicados na consulta pré-operatória.
Preparo
Exames, jejum e ajuste de medicações são orientados na consulta pré-operatória.
Recuperação e cuidados
A dor de garganta ao engolir é comum no pós-operatório, principalmente nas duas primeiras semanas, e é controlada com a medicação prescrita. A alimentação e a volta ao trabalho são orientadas pela equipe; em geral, o retorno às atividades ocorre por volta de duas semanas, conforme a evolução.
Complicações graves são pouco comuns, mas podem ocorrer sangramento e dificuldade para engolir. As orientações para cada fase da recuperação são passadas pela equipe.
Perguntas frequentes
A cirurgia substitui o CPAP?
Depende de cada caso. Para alguns pacientes, a cirurgia pode ser o tratamento principal; para outros, ela complementa o CPAP ou o aparelho intraoral. Isso é discutido com os resultados dos exames em mãos.
Como agendar
O primeiro passo é uma consulta de avaliação. Se já tiver exames do sono, leve-os. Agende pelo WhatsApp com a nossa recepção.
Conteúdo educativo. Não substitui a avaliação médica.
