A timpanostomia coloca um pequeno tubo no tímpano para ventilar o ouvido e permitir a saída do líquido acumulado, quando a otite com secreção persiste ou se repete.
O que é
Atrás do tímpano fica a orelha média, uma pequena cavidade com ar. Ela se comunica com o fundo do nariz por um canal, a tuba auditiva. Quando esse canal não funciona bem, pode acumular líquido atrás do tímpano, o que diminui a audição e favorece infecções.
O tubo de ventilação, conhecido como “carretel”, é colocado em uma pequena abertura no tímpano. Ele deixa o ar entrar na orelha média e ajuda o líquido a sair.
Quando é indicada
- Líquido atrás do tímpano por mais de três meses, chamado de otite média com efusão.
- Perda auditiva causada por esse líquido, que pode atrapalhar a fala, o aprendizado e o comportamento.
- Otites agudas de repetição, mesmo após observação e tratamento clínico.
- Falha do tratamento conservador ou sintomas incômodos que persistem.
Crianças com fenda palatina ou síndrome de Down, entre outras condições, podem precisar de atenção especial.
Quando não é o caso
Em muitas crianças, o líquido desaparece sozinho em algumas semanas ou meses. Por isso, o primeiro passo costuma ser um período de observação, com reavaliações e exames de audição.
Também se trata o que pode estar por trás, como a rinite alérgica ou o aumento da adenoide, um tecido de defesa no fundo do nariz. A imitanciometria mostra se há líquido atrás do tímpano, e a audiometria mede o impacto na audição. Esses exames ajudam a decidir o momento certo.
Como é feita
O procedimento é feito sob sedação ou anestesia geral. Nas crianças pequenas, em geral usa-se uma anestesia geral de curta duração. Costuma durar de 10 a 20 minutos.
Tudo é feito pelo canal do ouvido, sem cortes na pele. O médico faz uma pequena abertura no tímpano e posiciona o tubo. Em alguns casos, a retirada da adenoide é feita no mesmo momento.
Preparo
O preparo, incluindo o jejum, é explicado na consulta pré-operatória. Os exames de audição feitos antes servem de referência para comparar a evolução depois. Avise a equipe sobre alergias, medicamentos em uso e problemas anteriores com anestesia.
Recuperação e cuidados
A dor costuma ser pequena. Nas primeiras horas, a criança pode ficar sonolenta, irritada ou enjoada por efeito da anestesia. Gotas para o ouvido podem ser receitadas por alguns dias.
Os tubos costumam permanecer no tímpano por vários meses, em geral de seis meses a dois anos, e caem sozinhos. As consultas de retorno acompanham o tubo e o tímpano. Se havia perda auditiva, a audição é reavaliada depois.
Na maioria dos casos, não é necessário manter o ouvido seco: banho e natação em água limpa e tratada costumam ser liberados. Protetores são usados apenas quando o médico recomenda. As orientações para o seu filho são confirmadas na consulta.
Possíveis complicações incluem secreção saindo do ouvido (otorreia), perfuração do tímpano que não fecha após a saída do tubo e espessamento do tímpano (timpanoesclerose).
Perguntas frequentes
O tubo precisa ser retirado?
Na maioria das vezes, não. Ele cai sozinho com o tempo. Os retornos verificam se isso aconteceu e se o tímpano fechou.
A criança volta logo à rotina?
Em geral, sim, logo depois de passar o efeito da anestesia. As orientações específicas são dadas pela equipe.
Como agendar
A indicação começa por uma avaliação com a Dra. Laís Botacin. Fale com a nossa recepção pelo WhatsApp.
Conteúdo educativo. Não substitui a avaliação médica.
